No mundo inteiro, em diferentes épocas e até os dias de hoje, milhares de pessoas se perguntam sobre o sentido da vida. Quando surge tal questionamento íntimo, freqüentemente elas se deparam com dúvidas como:
• A vida se restringe apenas a nascer, crescer, conquistar o diploma, arrumar bons empregos, casar, ter filhos, aposentar-se e morrer? É apenas isto?
• Qual o motivo de eu existir? Qual a finalidade da minha vida? Sobre qual tarefa sou responsável? Qual papel devo assumir? O que vim fazer? Qual o meu lugar-no-mundo?
Na busca de soluções, as pessoas podem ficar ainda mais confusas, devido a multiplicidade de explicações. Observa-se grande diversidade de hipóteses, várias contraditórias entre si, provenientes da Religião, da Filosofia, da Ciência convencional e de outras linhas de conhecimento, sem nenhuma delas, contudo, responder satisfatoriamente.
Muitos, apesar de, diante da sociedade, preencherem todos os requisitos do sucesso, como estabilidade profissional, bens materiais, família, poder, prestígio, dentre outros, sentem a falta de algo. Vivenciam o vazio existencial, pois a existência para eles não tem sentido algum.
O vazio existencial é a condição de incapacidade de saber o que sente e o que deseja, de pensar e planejar o futuro, a falta de objetivos e a ausência de significado da vida. A vida torna-se “sem vida”, mecânica e desmotivante. Surge o sentimento de tédio e a sensação de inutilidade.
Tal condição é nefasta para o bem-estar, acarretando estagnação pessoal, depreciação das habilidades, aptidões e potencialidades, podendo chegar ao desespero.
Por outro lado, há também aqueles cujos relatos referem-se a sensação de ter algo a realizar, de possuírem determinada tarefa, única e intransferível, a ser cumprida, espécie de projeto de vida, missão, vocação ou propósito. Sentem terem nascidos para contribuírem com o mundo. Tal convicção íntima dita a direção, o caminho a ser trilhado ao longo da existência.
Para a Conscienciologia, a ciência da consciência, estudando o ser humano de maneira integral, multidimensional e multiexistencial, a meta, objetivo ou finalidade maior da vida corresponde ao conceito da programação existencial ou proéxis.
A proéxis é o conjunto de metas e estratégias exclusivas, intransferíveis da vida de cada ser humano, dando-lhe significado, de natureza interassistencial, solidária e cosmoética (a ética do cosmos), contribuindo para a melhoria da humanidade.
A Conscienciologia irá estudar a proéxis levando em consideração o conceito de seriéxis, isto é, série existencial, a existência de múltiplas vidas anteriores e futuras que as pessoas vivenciam ao longo do desenvolvimento pessoal.
A proéxis de cada um já vem traçada antes de nascer, pela própria pessoa, cabendo agora justamente identificá-la e realizá-la.
Toda proéxis apresenta as seguintes características:
1. Singularidade. É singular, não há outra igual.
2. Exclusividade. É intransferível. Se a pessoa não fizer ficará incompleta.
3. Altruísmo. Contempla a preocupação com os outros.
4. Bem-estar. Ter um sentido na vida minimiza a dor, o sofrimento.
5. Motivação. O propósito dá força, ânimo para a vida.
Leitor, como anda a sua vida? Você está preso ao rolo compressor do cotidiano, na repetição infinita de tarefas sem significado ao modo de verdadeiro robô existencial? Ou você possui a sensação de ter algo a realizar, de contribuir com o mundo? O que está esperando? Todo conhecimento traz responsabilidade. Identifique sua proéxis e aja.



Laênio Loche
Natural de Rio de Janeiro, RJ. Graduado em Psicologia. Especialista em
Didática e Metodologia de Ensino. Psicólogo e Educador. Voluntário da Conscienciologia desde 1990; docente da Conscienciologia desde 1997; Cognopolitano desde 2005; tenepessista desde 2008