quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cérebro sabota promessas de Ano-Novo


dinheiro, largar o cigarro, emagrecer. A primeira semana do ano ainda nem acabou e muita gente pode estar se perguntando por que é tão difícil manter as promessas feitas na virada.
A resolução da cabeleireira Cristiane de Oliveira, 32, de São Paulo, foi emagrecer 15 kg o mais rápido possível, cortando doces e gordura.
Não durou. A primeira sobremesa do ano foi pavê de chocolate; no jantar, mais pavê e panetone. “Sempre digo “amanhã eu começo”, mas esse dia nunca vem.”
A culpa é da dopamina, dizem os especialistas. O neurotransmissor, relacionado à sensação de bem-estar no cérebro, é liberado sempre que a pessoa faz compras, fuma ou come guloseimas.
Isso atrapalha os planos de longo prazo, aqueles cuja recompensa virá só depois de sacrifícios, como dieta ou alguns meses na academia.
“Quando comemos muito chocolate há uma sensação de prazer intenso e imediato”, explica o neurologista Paulo Caramelli.
Já numa dieta, a situação muda: “O prazer vai se manifestar de forma diluída e só depois de algum tempo.”
O historiador Marcos Florence, 35, queria parar de fumar assim que começasse o ano. A promessa durou seis horas. “Amanheceu e eu já estava com cigarro na mão.”
Agora, em vez dos 20 cigarros por dia, Marcos reduziu para 15. “Tem que ser homeopático, radical não dá.”




Nenhum comentário:

Seguidores