quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Religião encolhe parte do cérebro, revela estudo


é divulgado um estudo que pode ser considerado ‘contrário’ à religião. De acordo com um artigo publicado na conceituada revista científica PLoS One, as pessoas que possuem relatos mais marcantes e possuem uma fé mais intensa têm uma área do cérebro atrofiada, diferentemente de quem não tem religião ou possui uma crença mais amena.

Religião atrofia região do cérebro

Escrito por pesquisadores em neurociência da Universidade de Duke, localizada cidade norte-americana de Durham, Carolina do Norte, o artigo relata um estudo feito por eles com 268 homens e mulheres com 58 anos ou mais que foram chamados para participarem de uma pesquisa sobre a depressão da idade madura, mas que na verdade respondiam uma série de perguntas sobre a crença na religião – independente de qual delas e de participação ou não em grupos religiosos.
Os entrevistados foram separados pelos estudiosos em dois grupos, sendo que em um deles estavam os religiosos mais fanáticos e que relatavam experiências místicas mais marcantes e no outro ficaram os que não possuíam religião ou que tinham uma fé mais discreta se comparados ao primeiro grupo.
Todos passaram por ressonância magnética funcional (FMRI) para medir o volume da massa cerebral e pôde ser constatado que a área central do hipocampo, responsável por assimilar emoções, transformar memórias de curto prazo em memórias duradouras, dentre outras funções, era menor no grupo com mais crença na religião. Dentro do outro grupo, mesmo separando as pessoas com uma fé mais amena daqueles que não tinham religião, a diferença que apareceu nesta área do cérebro foi mínima.
Para os cientistas, isso pode ter ocorrido devido ao estresse que essas pessoas viveram ao longo da vida. Em contrapartida, estudos anteriores já revelaram que atividades religiosas como meditação e reza podem ajudar a reduzir a depressão e a ansiedade, além de melhorar algumas funções do cérebro.

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