quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Saiba como o cérebro nos engana para economizar energia

Saiba como o cérebro no engana para economizar energia
O cérebro humano é a mais complexa estrutura do universo, com 100 bilhões de neurônios, que podem formar 100 trilhões de conexões. Se fosse possível criar um computador com a mesa estrutura do cérebro, ele consumiria 60 milhões de watts por hora, segundo uma estimativa de cientistas da Universidade Stanford. É o equivalente a quatro usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente. No entanto, o cérebro gasta pouca energia: 20 watts, menos que uma lâmpada. Mas para tanto ele utiliza alguns artifícios pra nos “enganar” e economizar energia.
Uma matéria publicada na revista Superinteressante do mês de junho/2012 revelou que ficamos cegos 4 horas por dia, que nosso pensamento racional não é tão racional quanto achamos e que nossas decisões são tomadas pelo cérebro bem antes de percebermos. Duvida? Então leia a matéria na íntegra direto do site da Superinteressante. Aqui no SuperCérebro vamos apresentar apenas um resumo do que é dito, só pra deixar os curiosos ainda mais interessados.

O cérebro edita o que se vê

Tudo começa pela visão. Você não percebe, mas o cérebro edita o que você vê. Das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens “artificiais” – que não foram captadas pelos olhos, e sim criadas pelo cérebro. A explicação para isso é que para compor as imagens que vemos, nossos olhos realizam saltos constantes a cada 0,2 segundo. Uma vez que o movimento ocular leva 0,1 segundo para ocorrer e não podemos ficar realmente cegos nessa fração de tempo pois nossa vida seria colocada em risco, o cérebro projeta imagens de acordo com o que estamos vendo no momento.
Outro fato interessante é que se o cérebro leva 0,2 segundo para formar uma imagem, nós nunca vemos o que está acontecendo exatamente nesse instante, mas sim o que vai acontecer no futuro de frações de segundo. Não é incrível?

As mentiras invadem a razão

O psicólogo israelense Daniel Kahneman, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre o comportamento humano, revela que o cérebro apresenta dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico – e serve como uma espécie de guardião do primeiro. O que acontece no nosso dia a dia é que o pensamento rápido-intuitivo é responsável pela maioria das escolhas feitas pelo nosso cérebro – caso contrário, demoraríamos horas tentando escolher o que almoçar ou qual roupas vestir, por exemplo.

Foi o cérebro quem decidiu antes de decidirmos

Estudos comprovaram que cerca de 10 segundos antes de tomarmos uma decisão conscientemente, nosso cérebro já emite sinais para qual escolha vamos fazer. ”O indivíduo não é livre para escolher”, afirma Renato Zamora Flores, professor de genética do comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O cérebro restringe previamente as suas possíveis opções e, pior ainda, escolhe uma delas antes mesmo que você se dê conta.
Lutar contra isso não é simples, mas é possível, basta usar o pensamento lento-analítico para sair do piloto automático.



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