sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Estudo revela que meditar, mesmo que por curtos períodos, traz alívio prolongado para dores no corpo

Sensação de dor diminui com prática de meditação


Se você é daqueles que costuma sentir muita dor, a meditação pode ser um famoso analgésico, que pode diminuir a dor nas pessoas, mesmo após breves sessões. Um estudo revela o por que: meditar muda a forma como o cérebro processa os sinais de dor.
Praticar meditação envolve sentar-se confortavelmente e respirar de forma consciente e uniforme. O objetivo é direcionar a sua atenção no presente limpando a mente.
Recentemente foi descoberto que esta prática, além de reduzir à ansiedade, regular as emoções e promover o relaxamento, também afeta a resposta da dor no cérebro.
Após a meditação, a atividade cerebral nas áreas dedicadas à dor e locais responsáveis pela transmissão de informações sensoriais diminui. Enquanto isso, as regiões responsáveis pela dor ficam ocupadas e, consequentemente, a dor se torna menos desagradável.
O aspecto psicológico também é afetado na redução da dor, tornando as sensações físicas menos angustiantes. No que se refere ao contexto das situações e do meio ambiente, a meditação parece atenuar esse tipo de resposta também.
Não é preciso gastar muito tempo meditando para atingir este benefício. Basta apenas meia hora de treino por dia durante três dias para aliviar significamente a dor, mesmo quando as pessoas não estão realmente meditando.
Para descobrir como a meditação altera a resposta do cérebro a dor, os pesquisadores reuniram 15 voluntários que passaram 30 minutos por dia, durante quatro dias, aprendendo a meditar. Antes e após o treinamento, os pesquisadores mapearam os cérebros dos voluntários usando ressonância magnética.
Durante, antes e depois de cada mapeamento, os voluntários experimentaram sensações alternativas de calor (49° C) e temperatura neutra (35° C) na panturrilha. Depois de 12 segundos, os voluntários classificaram a sua dor ao pressionar uma alavanca para a direita (se sentiram mais dor) ou para a esquerda (se sentiram menos dor). A posição da alavanca correspondia a uma escala de 1 a 10, com 10 representando a maior dor.

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A meditação reduziu a percepção de dor nas pessoas em 57%. Os voluntários também relataram que a dor foi 40% menos intensa. Os cérebros dos voluntários espelharam suas percepções alteradas. A atividade caiu no tálamo, uma área profunda do cérebro que retransmite a informação sensorial do corpo para o córtex somatosensorial. O córtex somatosensorial, localizado acima da orelha, é especialista em áreas dedicadas a processamento de sinais a partir de partes específicas do corpo. Nos voluntários que praticaram a meditação, a área do córtex somatosensorial ligada à panturrilha estava “inativa”.
Enquanto isso, áreas associadas com a modulação da dor se tornaram mais ativas. Essas áreas incluíam o córtex orbitofrontal e o córtex cingulado anterior profundo, na região frontal do cérebro. O putâmen, uma estrutura enterrada no centro do cérebro, e a ínsula também mostraram mais atividade. Ambas as estruturas têm muitas funções, incluindo o controle de movimentos de sensibilização e auto-percepção.
Segundo os pesquisadores, a boa notícia é que os estudos têm mostrado que os benefícios da meditação ocorrem rapidamente. Ou seja, você não precisa ser um monge para aliviar sua dor, de forma que a meditação se torna uma opção realista para pessoas que passam por cirurgia ou têm lesões.
Segundo os pesquisadores, os estudos mostram que os benefícios da meditação ocorrem rapidamente. Em outras palavras, não é preciso ser um monge para aliviar a dor tonando uma boa opção para quem deseja alívio de dores como lesões e cirurgias.


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